Existem três tipos principais de olheira: estrutural, vascular e pigmentar. A estrutural é uma sombra causada por um sulco, pela perda de volume e sustentação. A vascular tem tom arroxeado ou azulado, por vasos aparentes sob uma pele fina. A pigmentar é uma mancha marrom, causada por excesso de melanina. Muita gente tem mais de um tipo ao mesmo tempo. Identificar o tipo é o que define o tratamento, e é por isso que nem toda olheira deve ser preenchida.
Olheira estrutural (funda)
É a olheira causada por perda de volume e de sustentação. Forma-se um sulco entre a pálpebra inferior e a bochecha, e esse desnível cria uma sombra.
Como reconhecer: - a sombra muda conforme a luz: fica mais evidente com luz de cima; - existe um "degrau" visível entre o olho e a bochecha; - costuma piorar com o envelhecimento e com emagrecimento.
Como se trata: devolvendo sustentação. Às vezes com preenchimento direto na região; muitas vezes, primeiro pelo terço médio, a região das maçãs do rosto. Veja em preenchimento de olheiras.
Olheira vascular (roxa ou azulada)
É causada por vasos sanguíneos visíveis através de uma pele fina. A pele da região dos olhos é das mais finas do corpo, e em algumas pessoas a circulação aparece por baixo dela.
Como reconhecer: - tom arroxeado, azulado ou avermelhado; - ao esticar levemente a pele, a cor pode ficar mais evidente; - costuma piorar com cansaço, noites mal dormidas e alergias.
Como se trata: não com preenchimento, porque o problema não é volume. O foco é a qualidade e a espessura da pele, com tecnologias e tratamentos indicados na avaliação.
Olheira pigmentar (marrom)
É causada por excesso de pigmento (melanina) na pele da região. É comum em pessoas com tendência genética e pode piorar com sol e inflamação.
Como reconhecer: - tom marrom ou acastanhado; - ao esticar a pele, a mancha continua no mesmo lugar; - não muda muito com a luz.
Como se trata: com tratamentos de pele voltados para o pigmento, protetor solar diário e, quando indicado, tecnologias. Preenchimento não clareia olheira.
Olheira mista: o caso mais comum
Na prática, muitas pessoas têm uma combinação: um sulco estrutural com um pouco de pigmento, ou uma pele fina que deixa aparecer vasos e também tem perda de volume. Nesses casos, o plano combina abordagens, e a ordem importa.
Por que identificar o tipo é tão importante
Porque o tratamento errado pode piorar o aspecto. Preencher uma olheira que é de pigmento não muda a cor. Preencher uma olheira em pele muito fina, sem sustentação, pode causar inchaço e aspecto de bolsa.
"Nem toda olheira deve ser preenchida. E entender isso faz toda a diferença no resultado." — Dra. Bruna Benassi
Um teste simples (que não substitui a avaliação)
Em frente ao espelho, com boa luz:
- Olhe de frente e depois incline levemente a cabeça para baixo. Se a sombra muda muito, há um componente estrutural.
- Estique levemente a pele abaixo do olho. Se a cor fica mais evidente e arroxeada, há componente vascular. Se a mancha marrom continua igual, há componente pigmentar.
Esse teste ajuda a entender o que você vê no espelho, mas só a avaliação presencial confirma o tipo e define o tratamento.
Como a olheira é avaliada no Protocolo BB
No Protocolo BB, olho a olheira dentro do conjunto do rosto: estrutura óssea, ligamentos, terço médio e qualidade da pele. É essa leitura que diz se a solução é devolver sustentação, tratar a pele ou combinar as duas coisas. Tratar a causa, e não só a queixa, é o que entrega um resultado natural.
Perguntas frequentes
Qual o melhor tratamento para olheira funda?
Devolver sustentação. Às vezes com preenchimento direto; muitas vezes começando pelo terço médio. A indicação vem da avaliação.
Olheira roxa tem tratamento?
Sim, mas não com preenchimento. O foco é a qualidade e a espessura da pele.
Olheira marrom sai com preenchimento?
Não. Olheira pigmentar é uma questão de cor, e o preenchimento trata volume.
Olheira pode ser genética?
Sim. A tendência a pigmento, a espessura da pele e a anatomia da região dos olhos têm forte componente hereditário.
